<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415</id><updated>2012-02-04T22:20:38.084-03:00</updated><title type='text'>La Charlot</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lacharlot.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-4944336158815273868</id><published>2011-05-16T22:36:00.011-03:00</published><updated>2011-05-17T01:38:44.823-03:00</updated><title type='text'>"É uma ilusão; esse dia ficará marcado"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0eEPq_npp4o/TdH0V-ftVWI/AAAAAAAAAgU/GZ0m8cmJaXU/s1600/sonho_tcheco_01.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607531669443401058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-0eEPq_npp4o/TdH0V-ftVWI/AAAAAAAAAgU/GZ0m8cmJaXU/s320/sonho_tcheco_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; A razão do consumo. Foto: &lt;em&gt;Sonho Tcheco(2005)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi tudo muito polêmico. Tornou-se possível fazer de um público o alvo do espetáculo. Foi com esse propósito que o documentário &lt;em&gt;Sonho Tcheco&lt;/em&gt; tornou-se a referência analítica sobre o que a midiatização é capaz de gerar, desde uma suposta satisfação pessoal até uma mentirosa e insana propaganda destruidora de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudantes de Cinema &lt;em&gt;Vít Klusák&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; Filip Remunda&lt;/em&gt; montam uma grandiosa especulação acerca de mais um hipermercado que chegaria na região, informando pelos diversos meios de comunicação suas promoções e vantagens. Ironicamente, os criadores do projeto também inserem o tipo de propaganda “do contra”, a qual insiste em também perseguir o espectador com sua filosofia do não a todas as possíveis “bem feitorias” geradas pela mídia e pelo suposto hipermercado. Nessa teia de múltiplas informações é que o homem midiático tcheco envolve-se pelas correntes publicitárias, pois ele acredita piamente na possibilidade solucionadora e poderosa dos anúncios comerciais, ele acredita no que é novidade, ele acredita no desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, ainda é tudo novo para uma sociedade em que outrora transparecia o limite do consumo e agora surge uma face totalmente revertida pela constante mostra da necessidade do mercado. Significa que tamanha “autofagia” mercantilista é o resultado dessa relação travada não só nas civilizações mais maduras a esse sistema, mas também as que a ele representam uma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “sonho” esmoreceu ao se esclarecer a malandragem do sistema, não exatamente do sistema, mas dos membros vivenciadores e produtos do mesmo e que procuram captar a mensagem do lucro sobre os desejos alheios. Em outras palavras, a marca do capitalismo, assim como afirmou o pensador pós-moderno &lt;em&gt;Jean Baudrillard&lt;/em&gt;, é a do consumismo automatizado, tanto que as mercadorias são consideradas verdadeiros signos dessa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia dessa automatização da cultura, justamente pela “sociedade-cultura” de &lt;em&gt;Baudrillard&lt;/em&gt;, atenta para afirmações um tanto falsificadas e levadas ao extremo da irrealidade, algo demasiadamente ideológico. A grande quantidade de informação dada a um determinado produto, como foi o caso de &lt;em&gt;Sonho Tcheco&lt;/em&gt; e sua voraz publicidade do tal hipermercado, enfatizou ainda mais outro termo entendido como a incerteza a que o telespectador está exposto. O tanto de mensagens propagadas faz o homem se perceber como espectador de múltiplas certezas, ou na verdade de incertezas, pois qual será a credibilidade do “não compre”, “não vá”, se há outra face ao agir de maneira oposta, portanto, convidativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os signos evoluíram, tomaram conta do mundo e hoje o dominam. Os sistemas de signos operam no lugar dos objetos e progridem exponencialmente em representações cada vez mais complexas. O objeto é o discurso, que promove intercâmbios virtuais incontroláveis, para além do objeto. Em 'A Economia Política dos Signos', a indústria do espetáculo ainda engatinhava e os signos cumpriam a função simples de substituir objetos reais. Atualmente, cada signo está se transformando em um objeto em si mesmo e materializando o fetiche, virou valor de uso e troca a um só tempo. Os signos estão criando novas estruturas diferenciais que ultrapassam qualquer conhecimento atual.&lt;br /&gt;(BAUDRILLARD, 2003).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baudrillard também salientou que, devido à propaganda comercial, as vontades passaram a ser semelhantes e sempre a procura de resoluções conforme às práticas de consumo. Ao gerar expectativas, constata-se que há manipulação dos desejos, de todas as formas que possam equivaler à satisfação pessoal, e, assim, maior propensão para o constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, distribuir inverdades e analisar o comportamento do homem frente à sua influência: este foi o maior intento do filme, além de refletir sobre os aspectos fidedignos desta sociedade, se esta é realmente a sociedade do espetáculo. Se todos os financiamentos possíveis têm verdadeiros e concretos projetos. Se tudo o que existe é algo completamente fora de alcance e que não passa de sonhos e ilusões. Enfim, se os acontecimentos convergem para o pensamento platônico de apenas o verdadeiro provir de outro mundo, altamente desconhecido pelo homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sonho Tcheco&lt;/em&gt; adverte para essas questões, tanto que pode contribuir com uma profunda reflexão da população acerca das muitas influências da mídia sobre pessoas como elas; mais até do que o imaginado. Uma grande persuasão. Um consumismo alienado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ver mais:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ceskatelevize.cz/specialy/ceskysen/en/index.php?load=aktualne"&gt;http://www.ceskatelevize.cz/specialy/ceskysen/en/index.php?load=aktualne&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- BAUDRILLARD, Jean. Entrevista: Revista Época. 2003; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;*No título, palavras de um espectador.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-4944336158815273868?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/4944336158815273868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/4944336158815273868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2011/05/e-uma-ilusao-esse-dia-ficara-marcado.html' title='&quot;É uma ilusão; esse dia ficará marcado&quot;'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0eEPq_npp4o/TdH0V-ftVWI/AAAAAAAAAgU/GZ0m8cmJaXU/s72-c/sonho_tcheco_01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-2806063495012010341</id><published>2011-03-09T10:57:00.008-03:00</published><updated>2011-03-09T14:34:18.108-03:00</updated><title type='text'>Os pólos da cultura de massa: algumas considerações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cultura é uma manifestação híbrida. É a partir dessa visão que &lt;em&gt;Umberto Eco&lt;/em&gt; definiu em seu livro&lt;em&gt; Apocalípticos e Integrados &lt;/em&gt;os dois termos genéricos para ressaltar os efeitos da discussão em torno da “cultura de massa” e da indústria cultural. Ao demonstrar que existem diferentes visões da cultura, dois lados para compreendê-la, dizemos que existem os que acreditam que a cultura popular ou de massa é uma anticultura e os que defendem que na verdade ocorre um crescimento desse fenômeno cultural, uma ampliação, um enriquecimento cultural. Desta forma é que surgem os termos acima, haja vista sua grande discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apocalípticos seriam os que conhecem e aceitam a cultura em sua forma pura e dissociável da popular. Os integrados seriam os que pertecem e defendem uma forma mais democrática dessa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quase diante dessa disputa teórica, não há o que negar: a cultura popular foi muito valorizada, principalmente a partir do século XX. Ela acaba por ser parte fundamental na caracterização de uma sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que o Movimento Modernista brasileiro de 1922 quis apresentar, senão uma maneira de adaptação da arte ao gosto e entendimento do público, sob a revolução de critérios academicistas em algo mais acessível? O próprio&lt;em&gt; Oswald de Andrade&lt;/em&gt; e outros autores remetiam seus poemas e prosas a linguagens populares de forma a familiarizar seu texto à fala corriqueira das pessoas, por exemplo. A “antropofagia” de várias culturas sem que se perdesse a identidade brasileira. Ainda um prelúdio à exaltação da cultura que cada país possui e que sua herança deve ser resgatada como uma idéia para se afirmar que todo e qualquer povo é dotado de cultura e que não pode haver restrição da mesma. Uma verdadeira “orgia intelectual”, tal como &lt;em&gt;Mário de Andrade&lt;/em&gt; soube caracterizar o ocorrido na Semana de Arte Moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi apenas uma pequena demonstração de que a intelectualidade tem sido fundida a várias educações artísticas e às suas tradicionais manifestações populares. Ao longo da história, essa idéia foi direcionada: os integrados aderem à revolução como forma de referências culturais, o que contribui assim para o surgimento de arte popular; o apocalíptico recusa qualquer tipo de manifestação que modifique a ordem cultural, uma vez que a ação das massas compromete o caráter culto e íntegro da arte singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer dos que não simpatizam com a cultura de massa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento fora muito bem articulado pelos principais teóricos da Escola de Frankfurt, &lt;em&gt;Theodor Adorno&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Max Horkheimer&lt;/em&gt;, os quais analisaram que os bens dessa herança cultural distribuem um falso entretenimento e que, na verdade, causam alienação de uma realidade superficial, que é de interesse apenas para quem controla tal maquinaria. Em outras palavras, há consequências ideológicas, as quais instrumentalizam ou aprisionam o nosso raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[...] a indústria cultural surge quando a cultura se mercantilizou, através do desenvolvimento tecnológico e da capacidade de reprodução. Os dois autores substituíram a expressão cultura de massa pela de indústria cultural (1978: 287). Para eles, não é uma cultura que surge 'espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular', mas é 'a integração deliberada, a partir do alto, de seus consumidores'. [...]” (SANTOS, Rogério. 2005. s/p).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles, a nossa capacidade crítica será apenas movida pelo consumo. Mas esse é um argumento que defende a expressão “Estrutura do mau gosto” utilizada por&lt;em&gt; Umberto Eco&lt;/em&gt; a fim de contornar a discussão a respeito das preferências do sujeito. Mas a escolha está ligada à sabedoria do próprio sujeito ou às qualidades do objeto? Como identificar se algo é de bom ou de mau gosto? Tratar a arte como absoluta forma e perfeita dentro das condições clássicas, e estabelecer paradigmas, pode ainda ser um ato preconceituoso, em virtude do caráter heterogênio dessa arte, de seu descentramento. O fato é que a “cultura de massa” sempre será o meio termo entre os dois lados debatidos por Eco e sempre será um discurso aberto, em que surgirão inúmeras interpretações para a Indústria Cultura de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo: Perspectiva, 1987;&lt;br /&gt;-SANTOS, Rogério. Blog: Indústrias Culturais. 2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-2806063495012010341?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2806063495012010341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2806063495012010341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2011/03/os-polos-da-cultura-de-massa-algumas.html' title='Os pólos da cultura de massa: algumas considerações'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-2341582737922046383</id><published>2011-01-28T20:34:00.008-03:00</published><updated>2011-01-28T22:38:26.198-03:00</updated><title type='text'>O ilusionismo de Welles</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TUNgWNcfMUI/AAAAAAAAAgI/PiTfgV0Z4v0/s1600/f%2Bfor%2Bfake.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567399499042599234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TUNgWNcfMUI/AAAAAAAAAgI/PiTfgV0Z4v0/s320/f%2Bfor%2Bfake.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;O mágico e sua versão mais lúdica. (Foto: &lt;em&gt;F for Fake&lt;/em&gt;/1973&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;A obra pseudo-documental &lt;em&gt;F for Fake&lt;/em&gt; do cineasta &lt;em&gt;Orson Welles&lt;/em&gt; possui majestosas aglutinações de mistérios que giram em torno da fraude a que a arte se expõe, ou é exposta. Em torno de ações, palavras, sentimentos, todos duvidosos, cujos princípios podem ser de fidedigna autenticidade, contudo ter uma projeção de baixo crédito ante quem os analisa. Dessa idéia da argumentação do original dentro das produções humanas, e da ciência da ideologia, traçando, de certa forma, o debate acerca da desconstrução e da questão da sensibilidade, é que o filme se encarrega de, não só mostrar, mas argumentar com o espectador até a sua própria veracidade. Não há o intuito de transparecer o obscuro caminho entre a verdade e a mentira. O que há de objetivo é a exposição da complexidade por trás do que se apresenta como autêntico e como falso, no qual o “analista” deve saber discernir a originalidade dos signos que lhe são captados ou sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funcionando como uma espécie de desafio investigatório para o espectador e para as próprias personagens, existe o jogo de percepção, em que as sucessivas tomadas atrativas são os instrumentos para uma possível descoberta do mistério. Isto é, em cada tomada há uma estreita ligação com o curioso, com algo que está para ser desmascarado, quando na verdade tudo não passa de conjecturas, as famosas sombras das cavernas. Nada mais que uma autêntica metalinguagem da qual &lt;em&gt;Welles&lt;/em&gt; se apossa, a fim de relatar, através da sétima arte, a verdadeira possibilidade da existência de falsificadores de obras de arte, assim como também, por meio da atuação – portanto, com a ilusão causada pelo ator – a possível existência de que tudo possa ser falso. Mas ele mesmo é quem diz na película que o filme está para começar, não querendo talvez enganar os espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trocadilho confuso de demonstração do falso pelo falso e da arte pela arte, leva a maiores questionamentos. Afinal, pergunta-se qual a credibilidade disso tudo, considerando qual é a “verdade” dentro das quimeras da arte. Para corroborar melhor com o assunto, transporta-se aqui tal idéia de outras reproduções artísticas de acordo com o que &lt;em&gt;Walter Benjamin&lt;/em&gt; afirmou sobre a &lt;em&gt;aura&lt;/em&gt; da arte, visto que ela tem relevância com as mais naturais produções: aquilo que é considerado autêntico é intransponível em outras formas, em outros signos, uma vez que se trata de algo singular e inigualável. Isto é a &lt;em&gt;aura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de arte é inevitavelmente norteada segundo contextos históricos diversificados, tendo em vista a evolução de seu conceito enquanto objeto de retratação sensorial no comportamento humano, valendo-se da liberdade e do que esta pode originar em cada cultura. Em outras palavras, a cultura tem sua tradição, assim como sua forma de expressão. Estando a arte contida em culturas, então ela possui suas peculiaridades as quais traduzirão modificações, gradação da complexidade e outras visões acerca de como o seu retrato possa ser apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate que é extraído de &lt;em&gt;F for Fake&lt;/em&gt; é de uma grandiosidade reflexiva, pois há uma gama de interpretações, de culturas no mundo relativista das verdades. E isso depende do conjunto de signos com que se convive, ou seja, do cotidiano repertório, da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto a verdade deve ser falsificada ou mesmo desconstruída? &lt;em&gt;Jacques Derrida&lt;/em&gt; compreendeu que o sentido de desconstrução, tal como uma releitura de obras significa uma nova versão linguística dada a esta obra. O que, ao invés de ser um ato fraudulento, torna-se uma atitude reveladora que estava escondida nas entrelinhas. Essa é uma maneira de pensar o que o filme deixa para reflexão: as fraudes artísticas podem até estar inseridas na idéia revolucionária do "aquilo que poderia ser". A verdade pode estar nessas recriações. Assim como dizia a dramaturga &lt;em&gt;Susan Glaspell&lt;/em&gt;, na personagem Clair Archer, em sua peça &lt;em&gt;O Limiar&lt;/em&gt;, “de tudo que flui dentro de nós” é preciso “deixar que venha à tona! Tudo que nunca pensamos em usar para criar um momento – deixar fluir em direção ao que poderia ser! [...] Você ainda não aprendeu que o melhor lugar para se esconder é na verdade? Por que você não me acredita quando eu falo a verdade? [...]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdades ou mentiras, dependendo da insinuação e do intérprete, até toda a ilusão causada por um mágico vem a ser uma atividade absoluta, portanto verídica. Tratar da arte e de seu valor crível foi talvez o interesse maior de &lt;em&gt;Welles&lt;/em&gt; no filme, ainda mais por ela (arte) ter sido retratada nas dúbias formas cinematográficas, mais especificamente do ator em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diferente do poeta, o ator sabe perfeitamente inibir os seus verdadeiros sentimentos e mostrar-se sob uma óptica altamente carregada de falsidade, até esta falsidade, porém, deve ser um ato fiel – dentro da verdade do trabalho de atuar. O poeta, já dizia &lt;em&gt;Fernando Pessoa&lt;/em&gt;,“ finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente [...]”. Portanto, a arte do fingimento é ou não é uma falsificação, uma reprodutibilidade dos retos sentimentos? Essa indagação é como um eufemismo quanto ao papel dos inúmeros falsários - dentre eles Elmyr de Hory e Clifford Irvingos, famosos falsificadores, retratados no documentário- pois não se sabe a intenção, tanto do autor quanto de quem copia a arte. Pode-se enfatizar a hipótese do ensejo pelo mistério do que virá, o mistério de algo com outras visões, não unilateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que &lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;, audaciosamente, propôs o mundo das idéias entornado por verdades absolutas, chegou-se à análise banal de que por meio do bem, tem-se a beleza e daí a sabedoria e, depois, a verdade. Ao longo da história, foi visto que nem sempre a intenção do bem é feita com verdades em mente. Dessa forma foi preciso mostrar verdade e mentira combinadas, tal como &lt;em&gt;F for Fake&lt;/em&gt; realizou, esclarecendo que é assim que elas se mostram – complexas, confusas, duvidosas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;F for Fake&lt;/em&gt; (Orson Welles, 1973):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072962/"&gt;http://www.imdb.com/title/tt0072962/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Citações:&lt;br /&gt;• PESSOA, Fernando. &lt;strong&gt;Poesias&lt;/strong&gt;. Porto Alegre: L&amp;amp;PM Pocket, 1997;&lt;br /&gt;• SANDER, Lúcia V. &lt;strong&gt;O Teatro de Susan Glaspell&lt;/strong&gt;. Lúcia V Sander, 2006. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-2341582737922046383?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2341582737922046383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2341582737922046383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2011/01/o-ilusionismo-de-welles.html' title='O ilusionismo de Welles'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TUNgWNcfMUI/AAAAAAAAAgI/PiTfgV0Z4v0/s72-c/f%2Bfor%2Bfake.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-7336908481575407578</id><published>2011-01-20T11:25:00.006-03:00</published><updated>2011-01-20T12:15:08.656-03:00</updated><title type='text'>Sou um errante e outros tantos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThO40yD2vI/AAAAAAAAAeg/DdDyMLXA_R0/s1600/Leolo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564284077764500210" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThO40yD2vI/AAAAAAAAAeg/DdDyMLXA_R0/s320/Leolo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Um garoto e seus tormentos: &lt;em&gt;p&lt;/em&gt;&lt;em&gt;orque sonho, eu não o sou...(foto: Lèolo/1992)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ruelas infectadas, lixos espalhados, ratos por sobre os pratos; feirantes ávidos, frutas e verduras pelo chão, entre caixotes e pernas escrotas provindas da multidão; tomates estranhos, vindos de longe, como andarilhos que vão e que voltam, mas que só trazem um azedume, um odor que beira à mesmice da vida, uma vida empacotada pela queda dos não merecidos, de operários esquecidos. Campos que vagam entre os olhares, em câmera lenta, e que fazem tudo parecer mais leve, completamente fora do lugar comum. É de repente que surgem. É de repente que aquele ambiente acinzentado dá lugar ao esverdeado, ao ambiente que vaga nas ilusões e fantasias de uma criança. É tudo muito de repente, como uma mistura de imagens, uma em cima da outra: uma cena, um movimento, um devaneio. E, um passo em falso, já se está no por vir, no imaginário pueril de um &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt;, entre outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leôlo Lazone&lt;/em&gt;, como assim prefere ser chamado, é um garoto que a partir dos 11 anos recruta-se em ser o vigilante capaz de compreender tudo o que se passa na sua conturbada família. Ele sonha em viver fora do que seriam as prisões mentais que abalam seu entorno familiar. Quer ser diferente. Assim se julga. Na verdade, ele vive a sonhar, sempre. Seria uma tentativa de refúgio. Ele quer estar livre daquele ambiente do qual brotara a obsessão fecal de seu pai, as ordens e superproteção de sua mãe, as manias e o medo de seu irmão mais velho, as libidinosas e anacrônicas aventuras de seu avô e as peculiaridades outras de suas irmãs. Era simplesmente isso. Um refúgio embasado na poesia de &lt;em&gt;Réjean Ducharme&lt;/em&gt;, encontrada nas páginas de seu livro &lt;em&gt;L'Avalée des Avalés&lt;/em&gt;, do qual&lt;em&gt; Lèolo&lt;/em&gt; repete uns versos, de tempos em tempos: &lt;em&gt;“Porque sonho, eu não o sou. Porque sonho, eu não estou louco.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Fosse o real motivo de seu retiro social causado pela suposta insanidade de sua família, fosse pela má condição sócio-econômica a que estava subjugado, o fato é que o menino &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; guardava um profundo senso de exclusão no seu íntimo. Sentia-se como que subtraído das suas origens. Na quimera do tomate siciliano, que carrega os espermatozóides de um camponês e que fertiliza a mãe do garoto Lanzone, apresenta-se, de maneira espetacular, o estopim de toda uma vida marcada pelo sentimento de abandono e feixes de uma rara sensibilidade. O abandono se daria da sensação do “fruto” abandonado, de um tomate deixado para trás; a melhor alusão que o garoto pode fazer ao pronunciar o seu suposto e querido lado italiano da família e sua separação das origens. Pois ele estaria naquela fecundação animalesca da mãe com o tomate carregado de espermatozóides. Seu pai, dizia ele, era "o camponês italiano"; sua origem era siciliana. Não seria, pois, um bruto trabalhador fabril, um operário rude, marcado pela acentuada pobreza e pelo meio e seus fatores desumanos que o fizeram padecer da ignorância que tanto o afetava e o afastava de &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era quase uma nítida menção ao tema central do filme: &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt;, um caçula e seus tormentos. No entanto, o tema não estava somente nos problemas psicológicos que traziam seus familiares - sobretudo seu irmão, Ferdnand, o qual nutria um medo adolescente pela agressão que sofrera e uma mania de estar em forma; ou sua gorda irmã, a qual passava seu tempo entre insetos, lagartos e vermes no porão de casa -, não eram esses fatos o principal desenrolar no mundo do garoto Lanzone. O tema estava igualmente na posição social a qual se encontrava a família de &lt;em&gt;Lèolo:&lt;/em&gt; o meio que a formou, que a trouxe àqueles costumes e àquela insipiência. O meio no qual não desejava estar &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt;, mas que ao mesmo tempo o ajudou, criou-o, e o fez ser crítico de si mesmo e dos seus. Misturava-se a esse meio um mundo que surgiu do único objeto capaz de o “ilhar” da rotina de sua família, o objeto que poderia fazer a diferença entre &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; e os seus. O objeto era mais uma vez, e sempre, &lt;em&gt;L'Avalée des Avalés&lt;/em&gt;. O livro que o projetou, que o fez pensar (e até demais) e declarar estar num ambiente onde se tecem regras para os “intestinos fedorentos” de seus moradores, regras das quais ele não compartilha, pois ele critica, ele sonha, e por isso não o é. Pois ele não pertence ao ser e ao estar de sua família, no entanto ele a vigia, critica-a, ele não é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; apenas lê, apenas narra e imagina. &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; tem o que deseja. &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; tem a sua vizinha; &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; tem as mulheres que quer, ele sacia seus desejos com suas imagens, e as projeta em seus sonhos ou em um pedaço de carne! &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; apenas sonha, e não o é, tampouco é um desconcertado membro da família. &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; é simplesmente isto: o seu por vir. É uma obra completa em si mesma. É um filme que fala por si, é adjetivado em suas sequências: por elas dá a forma e o porquê às suas cenas tão social e psicologicamente esclarecidas. Entre um mundo ideal, esverdeado, um campo longínquo, onde possa correr livre e perfeito, e outro mundo onde se concretizam seus escatológicos e surreais costumes, &lt;em&gt;Lèolo&lt;/em&gt; sonha. Mas porque sonha, não o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lèolo (Jean-Claude Lauzon, 1992): &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;http://www.imdb.com/title/tt0104782/ &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-7336908481575407578?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/7336908481575407578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/7336908481575407578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2011/01/sou-um-errante-e-outros-tantos.html' title='Sou um errante e outros tantos'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThO40yD2vI/AAAAAAAAAeg/DdDyMLXA_R0/s72-c/Leolo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-35876925158399013</id><published>2010-08-19T00:28:00.003-03:00</published><updated>2010-08-19T02:03:22.795-03:00</updated><title type='text'>Whisky e Leminski</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não fosse isso&lt;br /&gt;e era menos&lt;br /&gt;Não fosse tanto&lt;br /&gt;e era quase&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;qualunque coincidenza&lt;br /&gt;è mera somiglianza&lt;br /&gt;mentre chisciotte pensa&lt;br /&gt;sancho gratta la sancha panza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ogni cosa sia uguale&lt;br /&gt;che il rosso sia verde&lt;br /&gt;l'azzurro sia giallo&lt;br /&gt;e il sempre sia giammai &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;**** &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A língua que eu falo trava &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;uma canção longínqua,&lt;br /&gt;a voz, além, nem palavra.&lt;br /&gt;O dialeto que se usa&lt;br /&gt;à margem esquerda da frase,&lt;br /&gt;eis a fala que me lusa,&lt;br /&gt;eu, meio, eu dentro, eu, quase [...]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;a los dioses más crueles&lt;br /&gt;juventud eterna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ellos nos dan de beber&lt;br /&gt;en la misma copa&lt;br /&gt;vino, sangre y esperma&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[...]Já disse de nós.&lt;br /&gt;Já disse de mim.&lt;br /&gt;Já disse do mundo.&lt;br /&gt;Já disse agora,&lt;br /&gt;eu que já disse nunca.&lt;br /&gt;Todo mundo sabe,&lt;br /&gt;eu já disse muito.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Two Madmen)one of them spends his days&lt;br /&gt;kicking lampposts to see if they light up &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;the second his nights&lt;br /&gt;erasing words&lt;br /&gt;from white paper&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;every neighborhood has a madman&lt;br /&gt;it takes beneath its wing&lt;br /&gt;not long till I can&lt;br /&gt;be treated for the same damn thing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;foi tudo muito súbito&lt;br /&gt;tudo muito susto&lt;br /&gt;tudo assim como a resposta&lt;br /&gt;fica quando chega a pergunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esse isso meio assunto&lt;br /&gt;que é quando a gente está longe&lt;br /&gt;e continua junto&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(P. Leminski)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-35876925158399013?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/35876925158399013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/35876925158399013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/08/whisky-e-leminski.html' title='Whisky e Leminski'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-6262982969000284284</id><published>2010-08-11T22:49:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T23:51:09.394-03:00</updated><title type='text'>Notizia di te</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TGNgpMAqo5I/AAAAAAAAAeE/alFf2vpRbWY/s1600/notizia+di+te.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 181px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504349430291800978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TGNgpMAqo5I/AAAAAAAAAeE/alFf2vpRbWY/s320/notizia+di+te.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(foto: Dayana Mello)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Por Bungaro&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mentre la notte riaccende le tante domande che vivon in me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ritorno ai giorni passati trai i campi che ormai proteggono questa mia vita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ma senza spiegarmi perché&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando ero pronto a dire che&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Del mio passato senza te&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Non mi importava più scoprir notizia di te&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando arrivò tutto cambiò&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mentre c'è un 'alba che splende&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Su sogno più grande che resta per me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ritorno ai giorni in quali sentivo anche tu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mi stavi cambiando la vita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ma senza spiegarmi perché&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Che sono pronto a dire che&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Il mio futuro ormai per me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ciò che mi importa più è che inizi da te&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ora che sei vicino a me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E sono pronto a dire che&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Il mio futuro avrà un perché&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sara passione in più&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Per chi gia e parte di te&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ora che sei vicino a me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vicino a me&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-6262982969000284284?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6262982969000284284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6262982969000284284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/08/notizia-di-te.html' title='Notizia di te'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TGNgpMAqo5I/AAAAAAAAAeE/alFf2vpRbWY/s72-c/notizia+di+te.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-1631643175723509929</id><published>2010-07-27T11:22:00.000-03:00</published><updated>2010-07-27T14:08:50.559-03:00</updated><title type='text'>Os tupinambás e a formação do novo mundo europeu</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TE8RxqNKUVI/AAAAAAAAAd8/JrDWci67f5c/s1600/Brazil_16thc_tupinamba.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498633214883418450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TE8RxqNKUVI/AAAAAAAAAd8/JrDWci67f5c/s320/Brazil_16thc_tupinamba.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; ( Tupinambás por Theodor de Bry)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Extraído da revista &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt; deste mês, com dignidade genuinamente brasileira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Cesar Cardoso*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Não foi por acaso que, em 1500, os Tupinambás saíram do porto do Rio de Janeiro e navegaram até as terras do Novo Mundo, batizando-as de Europa. Eles sabiam muito bem o que iam fazer por lá: levar o primeiro processo de globalização ao continente desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que de início se limitaram à retirada do Pau-Europa, mas com o ciclo da beterraba iniciaram a produção de açúcar, que exportaram para todo o Velho Mundo, desde a Argentina até o Canadá. Junto com o lucro vieram os conflitos com os índios europeus – franceses, ingleses, portugueses, espanhóis e os temidos holandeses, que se aliaram aos Xavantes quando estes invadiram o Nordeste da Europa em 1630, liderados por Juruna de Nassau e sua Companhia Xavante das índias Ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1700, para explorar o ouro descoberto no interior da Europa, os Tupinambás são obrigados a importar mão de obra estrangeira, já que a indolência do europeu o torna incapaz de trabalhar nas minas.É criado assim o tráfico negreiro para a Europa, que dura até 1888, quando os Tupinambás promulgam a Lei Áurea e dão liberdade a todos os escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XX, chegam as guerras de independência, com Churchill, De Gaulle, Stalin e outros líderes terroristas sacudindo uma Europa até então pacífica. E se no século XXI já não há mais colônias, há os populistas como Sarkozy e Berlusconi oferecendo milagres à população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a dura realidade histórica é que nada disso altera o quadro do subdesenvolvimento europeu. Afinal, seria ele resultado de séculos de imperialismo tupinambá ou do inóspito clima frio do continente somado à preguiça natural dos índios, sejam eles ingleses, portugueses, franceses ou alemães?"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Historiador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-1631643175723509929?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/1631643175723509929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/1631643175723509929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/07/os-tupinambas-e-formacao-do-novo-mundo.html' title='&lt;em&gt;Os tupinambás e a formação do novo mundo europeu&lt;/em&gt;'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TE8RxqNKUVI/AAAAAAAAAd8/JrDWci67f5c/s72-c/Brazil_16thc_tupinamba.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-6655701792940591044</id><published>2010-07-13T14:41:00.000-03:00</published><updated>2010-07-13T15:24:47.130-03:00</updated><title type='text'>Entre existencialismos e moléculas</title><content type='html'>As múltiplas ações ou comportamentos humanos e toda incerteza que os cerca, isto é, a relação instável entre o “vir a ser” e a consciência humana, a princípio poderia ser determinada basicamente e superficialmente pelas teorias sociológicas. O senso comum não estabelece uma engrenagem consistente que nos faça compreender a relação entre a capacidade de tomar uma decisão e os mecanismos orgânicos microscópicos, ou todas as reações dos processos celulares. O que pode tornar a discussão sobre essa relação mais compreensiva é o que a física quântica afirma sobre as possibilidades no espaço-tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira simples, posso dizer que esse fato é uma constante na natureza. Como não tenho os conhecimentos necessários em física quântica, julgo-me apenas como uma curiosa no assunto. Primeiramente, podíamos nos perguntar como a física quântica pode explicar a nossa consciência ou os nossos atos. Pois bem. O que seria real? Quais as possibilidades que o real nos oferece? Podemos considerar que este “real” é justamente o que podemos enxergar ou o que está dentro de nosso campo de ação/relacionamento. Desta forma, dizemos seguramente que dominamos o nosso real. Baseando-me, então, no que diz o filme Quem Somos Nós - no qual se tece uma verdadeira desconstrução sobre a nossa realidade, o nosso mundo - a nossa realidade, a que percebemos, é tão limitada, quanto é grandioso o que a ciência julga ser o seu o realismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um realismo científico baseado no mecanismo conjuga-se com uma crença estável no mundo dos homens e dos animais superiores como constituídos de organismos autodeterminados. Essa incompatibilidade radical na base do pensamento moderno responde, em grande parte pelo que há de dúbio e instável em nossa civilização" (WHITEHEAD, 2006: 100).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente contraditória, podemos pensar que a idéia da existência de uma partícula (podemos nos considerar esta partícula?) em mais de um espaço e num mesmo intervalo de tempo se torna viável, se pensarmos que qualquer movimento se realiza de forma microscópica e por partes, “quadro por quadro”. Se pudéssemos nos colocar em “câmera lenta”, veríamos que a nossa matéria se multiplica num mesmo segundo. É um exemplo que nos reporta às possibilidades do real. Portanto, aquilo que não está em nosso campo de visão também é tão real quanto o seu por vir, a sua potência em ato, como já dizia Aristóteles. Constatamos que, conforme essa teoria molecular das partículas da matéria - nós enquanto matéria -, o real é muito mais do que o que o limitamos ser. Ele não é apenas o que nos está externo, mas o que nos é interno aos nossos mecanismos biológicos e mentais. A sua abrangência é invisível, por vezes, inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mesmo para a vida: as suas possibilidades, as chances que obtemos para nos construirmos enquanto seres humanos mais equilibrados, mais concentrados em nossas mentes e na força que possuímos, fazem-nos entender a grandiosidade da nossa natureza. Segundo Quem Somos Nós e para quem quiser assim se considerar, somos quase que deuses de nós mesmos. Assim, atores responsáveis pelo que acontece e o que se projeta a nós. Se estivermos cientes disso, o princípio existencialista que trazemos conosco é que, se porventura sofremos, ou não sabemos lidar com tantas incertezas, não soubemos utilizar a nossa potência, a capacidade de controle do mundo ao nosso favor. A idéia é basicamente esta. Portanto, são sempre válidos os questionamentos sobre a nossa origem, o nosso poder, a crise a qual nos encontramos, uma vez que podemos interligar essas dúvidas ao julgo de nossa força mental. Nada além de nosso pensamento para “revolucionar” o nosso particular, o nosso universo. Eu diria que é um verdadeiro panteísmo para com o saber e o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pensamos, sentimos. Os mecanismos cerebrais acionam nossos pensamentos, que por sua vez acionam nossos sentidos: uma entropia molecular, um verdadeiro caos. É por meio desse caos que os fenômenos acontecem. Ou seja, do ponto de vista científico, “a ordem é redundante, enquanto o caos é informativo”&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt; . E nas palavras de Edgar Morin&lt;strong&gt;²&lt;/strong&gt; ,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[…] cada vida é tecida dessa forma, sempre com um fio de acaso misturado com o fio da necessidade. Sendo assim, não são fórmulas matemáticas que vão dizer-nos o que é uma vida humana, não são aspectos exteriores sociológicos que a vão encerrar no seu determinismo" (MORIN, s/d).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, existem alguns esclarecimentos (ou confusões) sobre o que podemos chamar de adaptação biológica. Como nos adaptamos a determinadas situações, ou como o nosso corpo reage a elas. A distância que possa existir entre a fantasia e o que vivemos é apenas um estímulo em nosso corpo. Isto que dizer que, grosseiramente falando, somos os mesmos, com os mesmos estímulos (com umas “pitadas” de condicionamentos culturais, é claro). Em virtude de reagirmos, como defesa, a qualquer experiência desconhecida, podemos pensar o quanto nós nos assustamos, se temos um pesadelo, ou o quanto nos deleitamos, se simplesmente pensamos em algo prazeroso. É tudo uma questão de costume ou adaptação da mente e do corpo às nossas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pois, importante que pensemos no que a consciência pode gerar. Os pensamentos que nos norteiam podem ser tão favoráveis à construção das relações sociais, quanto o funcionamento do nosso organismo o é. Podemos sustentar, veementemente, que o otimismo é a chave para o nosso equilíbrio e desenvolvimento mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt;-DANTON, Gian. A teoria do Caos. s/d. em http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/artigos20.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;²&lt;/strong&gt;-www.mundocultural.com.br/artigos/Colunista.asp?artigo=763&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• DANTON, Gian. A teoria do Caos. s/d. em http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/artigos20.htm&lt;br /&gt;• Filme: Quem somos nós?(William Arntz , Betsy Chasse , Mark Vicente, 2005/ EUA)&lt;br /&gt;• PESSOA JR, Oswaldo. A Física Quântica seria necessária para explicar a Consciência?. s/d em http://www.fflch.usp.br/df/opessoa/Cons.pdf&lt;br /&gt;• WHITEHEAD, Alfred North. “A ciência e o mundo moderno”. São Paulo: Paulus, 2006. p. 100. In PIMENTEL, Ronaldo e OLIVEIRA, Tiago. Argumentos popperianos em favor do indeterminismo científico. s/d. em http://www.consciencia.org/argumentos-popperianos-$em-favor-do-indeterminismo-cientifico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-6655701792940591044?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6655701792940591044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6655701792940591044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/07/entre-existencialismos-e-moleculas.html' title='Entre existencialismos e moléculas'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-8904369137549663937</id><published>2010-04-16T12:11:00.000-03:00</published><updated>2010-04-16T12:54:12.065-03:00</updated><title type='text'>Memorável Chaplin: o pequeno gradioso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao encontrar na fragilidade a façanha do carisma, soube através da pequenez tornar-se grandioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um polêmico gênio de sensibilidade aflorada, banhado pela arte do sorrir, do doar-se sem medidas, do ser solidariamente humano com o humano. Esse gênio, poeta das ruas, nasceu num dia de hoje, 16 de Abril! Uma vida que se fez no silêncio visualmente personificado por gestos universais: a figura de um pária. O criador pensante desejou ser o reflexo dos esquecidos, ironicamente através do humor. Humor sofrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criador, Sir Charles Spencer Chaplin, ou simplesmente Chaplin. A criação, Carlitos ou como queiram, Charlie, Charlot, para todos os gostos, tipos, raças e sorrisos. Era este uma solita figura em preto e branco, adornada por um chapéu coco, uma bengalinha de bambu e um terno paupérrimo, apertadíssimo e com calça “balão”. Ah, claro, além de um doce coração de manteiga! Nele, uma energia saltitante, extrovertida, que inesperadamente aparecia em situações atrapalhadas - não se sabe de onde - e ao mesmo tempo tímida, que invadiu telonas do mundo inteiro. A comprovação de toda uma técnica expressiva ainda não vista na época. A imitação de diferentes formas através de um corpinho lânguido. Uma figura diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nasceu o verdadeiro instrumento utilizado por Chaplin para suas críticas e sátiras à desigualdade e à alienação humana. Para ele não havia o que fosse proibido. Era “proibido proibir” os tradicionais chutes nos traseiros daquelas autoridades que o maltratavam - coincidentemente, quase sempre um policial. Sua vida, resumida em filmes. Sua consternação, insurgida de uma infância sofrida, representada pelo cômico. O mistério. Chaplin e Carlitos não eram dois, representavam apenas um. Todos, o imaginário do criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo “chapliniano”, uma Inglaterra vitoriana repleta de influência hipócrita a qual o peso de toda autoridade austera se via sobre os pobres, em muito a perfeita diversão dos ingleses. O peso das ricas roupas ornadas, dos rígidos costumes se fazia sentir em suas almas complexas, inebriadas por egoísmo. Para os moradores dos surbúbios londrinos, só restava o enfadonho universo de suas mentes, onde seus sonhos podiam ser verdadeiros. A promessa de uma vida melhor. Sobre esta Inglaterra, há exatos 121 anos, Chaplin nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu espírito de sonhador, mais sensível do que racional, ser-lhe-ia o motor suficiente para sua arte. Alçar voo à desconhecida América lhe seria um desafio e também a vitória sobre a vida reconhecidamente miserável que teve, em termos materiais. Chaplin tão fácil não se abalou com as dificuldades que encontrou em terra estranha: perseguido por seu espírito irrequieto, polemizou a própria vida por suas preferências amorosas - mulheres bem mais jovens -, seus filmes intrigantes - sempre com um profundo caráter político-social -, assim como suas sinceras declarações contra o sistema da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contradição em pessoa. A contradição presenciada no seu estilo de encarar a vida, tal como em suas palavras que apelavam para o eterno sorriso, para que se não deixassem vencer pela tristeza. A contradição presenciada num peculiar humor capaz de retratar o sofrimento de inocentes e a repressão nazista em The Great Dictator. Contradição presenciada até mesmo na história de um assassino em série (Monsieur Verdoux), curiosamente justificada nas palavras da personagem Verdux no momento em que é acusado de seus crimes, o qual afirma que a Guerra foi muito mais cruel do que ele. A Guerra, de fato, foi muito mais atroz do que aquele humor inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criador de Carlitos. Criador da maneira simples de sorrir. Criador de outros clássicos como A King in New York, alusão ao colonialismo inglês e uma perfeita resposta aos americanos ingratos, responsáveis por um macarthismo injusto e o seu consequente exílio em 1953. Por essas épocas, a estranha América já não o tentaria sufocar, tampouco afundar a sua arte. Em 1972 voltou o gênio aos Estados Unidos, onde recebeu um Oscar honorífico por sua incalculável contribuição à indústria cinematográfica. Uma boa forma de redenção dos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo amor e pela esperança, Chaplin guardou em si um brilhantismo de um poeta humanista, por isso é sempre lembrado, mesmo tendo se passado mais de quatro décadas de seu último trabalho no cinema, A Countess from Hong Kong. É lembrado nos detalhes e na simplicidade de fazer a arte acontecer. Uma prova de que o tempo é seu maior aliado, ao contrário do que ele próprio pensava, pois tinha ele medo desse tempo e do terrível esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chaplin, sempre lembrado como poeta da alegria e da dor, e agora pelos seus inesquecíveis 121 anos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-8904369137549663937?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/8904369137549663937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/8904369137549663937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/04/memoravel-chaplin-o-pequeno-gradioso.html' title='Memorável Chaplin: o pequeno gradioso'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-2434952255984687630</id><published>2010-03-06T14:05:00.000-03:00</published><updated>2010-03-06T14:28:36.815-03:00</updated><title type='text'>Humanidade: raça prodigiosa</title><content type='html'>&lt;em&gt;À luz do teatro do absurdo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não estamos bem certos sobre o que é a humanidade. Podemos crer que a literatura constata essa desilusão, esse desconhecimento da nossa identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era do mal do século é a perfeita referência que encontramos e que se estende no hoje através de nossa crise interior. Em sua “Glória Moribunda” nos enxergamos em seres que vibram a própria miséria e amargura. Uma porca miséria! Nunca a entenderemos. É escatológico, é brutal, cruel. Procuramos fortaleza em nós mesmos, mendigamos por respostas onde o vazio habita. Será que nosso grito pode ser tão primordial a ponto de calarmos a devastação, toda a crise que esvazia nossos sentidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ridícula é a humanidade! E ainda bem que existiram (e existe) grandes pensadores (Becket, Ionesco, Arrabal)que souberam expressar a verdadeira consequência dos artifícios do homem em crise : o total desprezo pela lógica. Se eles conseguiram tal feitio foi porque se utilizaram do irracional (ou o que julgaram racional, o que na verdade não era) para tornar à luz o que nos é oculto. Muito da essência do teatro contemporâneo bebe dessa sabedoria e a sua literatura é absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas dadaístas e surrealistas prezam pela “estranheza” expressiva e pela mostra do onírico, ou pelo que chamavam de “automatismo psíquico”. As técnicas do teatro do absurdo trazem à tona um pouco do dadaísmo e do surrealismo, juntamente a todo desatino das relações pessoais e o ridículo que há no homem. Pois, “o maior delito do homem é o de haver nascido”: são palavras de Samuel Becket (Esperando Godot), um dos maiores dramaturgos dessa corrente. É por isso que, de modo grosseiro, a existência do homem se resume aos problemas. Nossa existência é amarga, uma vez que somos a incerteza e vivemos estressados por não entendermos a ciência da vida, dos problemas. Inúteis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ver uma humanidade agoniada, depressiva e acuada no tempo e no espaço, sem sequer resolver-se por si. Não sabemos de fato onde estamos. Desconhecemos nossos passos e os rastros são confusos. Voltamos ao mal do século. A inutilidade habita em nós. Será que esse é o nosso único prodígio, reconhecer que somos hostis e que nada sabemos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-2434952255984687630?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2434952255984687630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2434952255984687630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/03/humanidade-raca-prodigiosa.html' title='Humanidade: raça prodigiosa'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-1021204009866800271</id><published>2010-02-27T14:09:00.000-03:00</published><updated>2010-02-27T16:50:17.436-03:00</updated><title type='text'>Mel, Amor e Desejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/S4lT46AZqJI/AAAAAAAAAZ8/cP9_bUYAE2E/s1600-h/mel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/S4lT46AZqJI/AAAAAAAAAZ8/cP9_bUYAE2E/s320/mel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442973861762672786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em meio à tristeza, em meio a agonias e a incertezas, em meio à culpa, à perversidade, e até mesmo à morte, eu continuo a viver. É neste momento que eu sei o quanto a vida é um mistério, um mistério ainda maior do que a própria morte. Eu descobri que o que me faz viver é o amor. E eu amo para viver, porque, do contrário, do que valeria viver sem amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu soube escolher o que pretendo construir. Eu sempre soube a minha condição, e a culpa sempre esteve ao meu lado o instante suficiente para eu me dar conta da importância do desejo. É por isso que o meu desejo não é perverso. O meu desejo é perene, não se preocupa com glórias efêmeras, tampouco as nocivas à alma. A coisa mais simples é o que desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor... Meu amor... Sinto uma imensa vontade de descobri-lo melhor, para assim afagar suas angústias, e ser seu amparo. Ser mel, mas também ser amarga o bastante frente à malandragem e suas óperas. Ser a diversidade, e, quem sabe, ser sua extensão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-1021204009866800271?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/1021204009866800271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/1021204009866800271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/02/mel-amor-e-desejo.html' title='Mel, Amor e Desejo'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/S4lT46AZqJI/AAAAAAAAAZ8/cP9_bUYAE2E/s72-c/mel.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-6515557552521812165</id><published>2010-02-17T08:13:00.000-03:00</published><updated>2010-02-17T08:32:00.985-03:00</updated><title type='text'>Pulvis es, tu in pulverem reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis de converter</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/S3vTh6QkBJI/AAAAAAAAAX8/iR1xR-FxlGk/s1600-h/solidao01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439173554507875474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/S3vTh6QkBJI/AAAAAAAAAX8/iR1xR-FxlGk/s320/solidao01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Sois pó, é a presente; em pó vos haveis de converter, é a futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pó futuro, o pó em que nos havemos de converter, vêem‑no os olhos; o pó presente, o pó que somos, nem os olhos o vêem, nem o entendimento o alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me diga a Igreja que hei de ser pó: In pulverem reverteris, não é necessário fé nem entendimento para o crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquelas sepulturas, ou abertas ou cerradas, o estão vendo os olhos. Que dizem aquelas letras? Que cobrem aquelas pedras? As letras dizem pó, as pedras cobrem pó, e tudo o que ali há é o nada que havemos de ser: tudo pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, para maior exemplo e maior horror, a esses sepulcros recentes do Vaticano. Se perguntardes de quem são pó aquelas cinzas, responder‑vos‑ão os epitáfios, que só as distinguem: Aquele pó foi Urbano, aquele pó foi Inocêncio, aquele pó foi Alexandre, e este que ainda não está de todo desfeito, foi Clemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De sorte que para eu crer que hei de ser pó, não é necessário fé, nem entendimento, basta a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que me diga e me pregue hoje a mesma Igreja, regra da fé e da verdade, que não só hei de ser pó de futuro, senão que já sou pó de presente: Pulvis es?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o pode alcançar o entendimento, se os olhos estão vendo o contrário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que estes olhos que vêem, estes ouvidos que ouvem, esta língua que fala, estas mãos e estes braços que se movem, estes pés que andam e pisam, tudo isto, já hoje é pó: Pulvis es?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumento à Igreja com a mesma Igreja: Memento homo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja diz‑me, e supõe que sou homem: logo não sou pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é uma substância vivente, sensitiva, racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pó vive? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois como é pó o vivente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pó sente? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois como é pó o sensitivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pó entende e discorre? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois como é pó o racional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se me concedem que sou homem: Memento homo, como me pregam que sou pó: Quia pulvis es?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma coisa nos podia estar melhor que não ter resposta nem solução esta dúvida. Mas a resposta e a solução dela será a matéria do nosso discurso. [ ...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que cuidamos, e em que não cuidamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens mortais, homens imortais, se todos os dias podemos morrer, se cada dia nos imos chegando mais à morte, e ela a nós, não se acabe com este dia a memória da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolução, resolução uma vez, que sem resolução nada se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que esta resolução dure e não seja como outras, tomemos cada dia uma hora em que cuidemos bem naquela hora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Sermão da Quarta-feira de Cinzas- Pe. Antônio Vieira. Roma, 1670&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-6515557552521812165?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6515557552521812165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6515557552521812165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/02/pulvis-es-tu-in-pulverem-reverteris.html' title='Pulvis es, tu in pulverem reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis de converter'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/S3vTh6QkBJI/AAAAAAAAAX8/iR1xR-FxlGk/s72-c/solidao01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-6746517467803864531</id><published>2010-01-21T19:52:00.000-03:00</published><updated>2010-01-21T20:40:49.004-03:00</updated><title type='text'>As alternativas contemporâneas para a literatura</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A criação literária contemporânea, mesmo compreendida em novas mídias, tem referências em linguagens tradicionais &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar hoje a literatura é relacioná-la com novas mídias, é saber sobre quais medidas a tecnologia pode transformá-la e igualmente pensar nas diferentes formas de representação para esse suporte. A tecnologia digital e suas linguagens, como vídeo e música, são fundamentais na transformação e no aperfeiçoamento da tradicional representação literária, como o livro. Portanto, como pensar essa literatura em tempos contemporâneos, ou em tempos dessa tecnologia? Existe, pois, a idéia de síntese de novos gêneros literários conforme novas bases tecnológicas? O papel tradicional do livro está se dissolvendo ou ainda é uma referência para os “novos criadores/autores”? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estão atentos ao que deve acontecer com os clássicos, e ao verdadeiro papel dessas criações contemporâneas e de seus criadores: até que ponto tamanha tecnologia interfere nas identidades culturais e na preservação das obras clássicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UMA NOVA VISÃO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Alagoas (Fale/Ufal) e pesquisadora na área de Literatura brasileira, Susana Souto, concorda que, por mais clássico que seja o suporte literário, o livro por exemplo, ele não será eliminado por outra mídia. Ao contrário, em meio à presença do áudio book, da internet, o livro ainda tem sua função imbatível. O que acontece está relacionado à intertextualidade, ou mesmo à adaptação de uma obra antiga e sua maior acessibilidade, tanto para leitores quanto para escritores. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirma Susana, “a literatura não se faz no vazio, ela se faz em diálogo com o anteriormente elaborado, então devemos considerar o modo como a tradição é transformada pelo uso das novas tecnologias”; para o livro, “em termos de facilidade de uso, ele ainda é imbatível: não depende de energia elétrica para ser lido nem de equipamento caro, por exemplo, é facilmente transportável e pode ser manuseado em diversas situações”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LITERATURA E INTERNET&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A experiência que hoje se tem com a escrita pode estar irremediavelmente lidaga à internet. Os blogs são variáveis quanto à escrita e à leitura, que estão crescendo e se tonando mais populares. Os antigos escritores são os atuais blogueiros e atestam essa nova possibilidade literária na web. O blogueiro Léo Cardoso é um exemplo de novo escritor que adere à internet como principal instrumento de publicação do seu trabalho, o livro “O Comedor de Lixo”, “primeiro livro interativo da blogosfera brasileira”, como afirma. Através do endereço eletrônico sedentario.org/o-comedor-de-lixo, ele compartilha o que chama de “livro coletivo”, em que seus seguidores, outros blogueiros/escritores, continuam sua “estória” até que seja finalizada. Trata-se de uma verdadeira revolução literária em termos de tecnologia, conforme afirma.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante afirmar que todos são escritores, pois "com a internet todos podem se expressar, todos podem criar e até criticar a informação não democrática, muitas vezes dos meios impressos", reitera. Sendo a internet um meio democrático, os novos leitores/escritores são contribuintes para esse novo processo de construção literária. Seu trabalho é uma construção que ainda conta com toda estrutura clássica de um livro: “os rodapés do ‘livro’ são os links que dão acesso aos blogs dos autores", explica. Isso significa que há um grande espaço abrangendo muitos internautas ou colaboradores, algo nunca antes visto em uma obra literária.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa forma alternativa tonou-se comum e demonstra que a referência ao tradicional não foi perdida e está marcada nas produções atuais mais interessantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TRADIÇÃO&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Se existem alternativas maiores para criar ou desenvolver um gênero literário, por meio das novas mídias, não significa que a produção ou preservação das obras antigas, e em sua forma mais tradicional, sejam diminuídas. As tecnologias digitais nada mais fazem do que contribuir para facilitar a leitura de um clássico. Tomando como exemplo as palavras de Italo Calvino, proferidas pela professora Susana, o clássico é um “eterno contemporâneo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados da E. Life, empresa brasileira de monitoração e análise de mídias sociais, Twiter e Orkut ainda contam com os maiores números de usuários, mas que o primeiro está crescendo. O twiter é uma novidade, em que em pouco tempo muitos estão aderindo aos seus serviços, como micro-blogueiros. Trata-se de uma escrita rápida e que esteja ainda mais ao alcance dos internautas do que o próprio blog. É uma forma de mesmo assim não desvalorizar o hábito da leitura e da escrita, uma referência à tradição da leitura do livro, adaptando-as ao modo de vida contemporâneo e às tecnologias digitais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-6746517467803864531?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6746517467803864531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6746517467803864531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2010/01/as-alternativas-contemporaneas-para.html' title='As alternativas contemporâneas para a literatura'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-8329119247146379807</id><published>2009-12-23T10:59:00.000-03:00</published><updated>2009-12-23T11:10:18.708-03:00</updated><title type='text'>Espelho- Mirror</title><content type='html'>Poema de Sylvia Plath, traduzido por Ricardo Cabús:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Sou prateado e exato. Não tenho preconceitos.&lt;br /&gt;Tudo o que vejo engulo imediatamente&lt;br /&gt;Do jeito que é, desnevoado de amor ou aversão.&lt;br /&gt;Não sou cruel, apenas sincero –&lt;br /&gt;O olho de um pequeno deus, com quatro cantos.&lt;br /&gt;Na maior parte do tempo contemplo a parede em frente.&lt;br /&gt;É cor-de-rosa, com pequenas manchas. Já olhei tanto para ela&lt;br /&gt;Que creio seja uma parte do meu coração. Mas ela vacila.&lt;br /&gt;Faces e escuridão nos separam mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sou um lago. Uma mulher curva-se sobre mim,&lt;br /&gt;Examinando em minha extensão o que ela realmente é.&lt;br /&gt;Então ela se vira em direção àquelas mentirosas, as velas ou a lua.&lt;br /&gt;Vejo suas costas e as reflito fielmente.&lt;br /&gt;Ela me recompensa com lágrimas e um aceno de mãos.&lt;br /&gt;Sou importante para ela. Ela vai e vem.&lt;br /&gt;A cada manhã é a sua face que substitui a escuridão.&lt;br /&gt;Em mim ela afogou uma menina e em mim uma anciã&lt;br /&gt;Ergue-se em sua direção dia após dia, como um peixe terrível.&lt;br /&gt;...........&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-8329119247146379807?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/8329119247146379807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/8329119247146379807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/12/espelho-mirror.html' title='Espelho- Mirror'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-8998964365326939435</id><published>2009-12-02T22:25:00.000-03:00</published><updated>2009-12-02T23:20:54.647-03:00</updated><title type='text'>"Eterno pro tempo"</title><content type='html'>Aos amantes do tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou a escrever as minhas indagações, o que deveras minha mente faz-me sentir, aceitar e compreender junto a si própria, contudo, não as faz tangíveis a alheias considerações, definitivamente alheias. Tudo e todos desconhecem as minhas emoções corriqueiras. Ninguém as vê de forma aprazível, não há sequer um ser humano ao meu redor capaz de abrandá-las a fim de torná-las menos trágicas à minh’alma. Para minha pessoa, ou melhor, às minhas “personas”, a la Álvaro de Campos, é uma agonia reinante, imperativa, a que não se pode ovacionar, senão lamentar por esses incompreensíveis do amor. É um tanto triste não poder compartilhar concretamente essas visões, mas simultaneamente torna-se saboroso com elas conviver, conviver o resto de minha existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Ponho-me à mercê de vossas declarações ao aqui propagar o que para mim é um pleno desejo e para vós uma bagatela fora de vez. Acontece que o que se passa é uma mistura irrefutável de tempos, portanto, não há de se esvair mesmo que se levantem contra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia-se através do tempo, pelo tempo, para o tempo, com o tempo... É semelhante à história de uma bela garotinha, em sua adolescência, que viveu há 90 anos e foi capaz de lutar pelo seu amor, com o fim de mantê-lo vivo. Ela vai, pois, ao encontro de um jovem rapaz. Ao se encontrarem, aquilo que poderia ter sido um mero acaso floresce dos recônditos atemporais e então acende o sentimento, o amor. Este, ao viajar pelo infinito, encontrou no hoje a sua completude... E aí está esse outro lado da história atemporal: o meu velho cogito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem que por volta do século XVII declarou Descartes ser inverdade o que primeiro não for indagado e colocado à prova. Portanto, como saber se este mundo é real, se tudo o que existe deve ser posto em questão? Se o que os amantes dessa história sentiam é uma trivialidade do tempo? A única verdade existencial para o pensador seria ele próprio! O fato de ele ter pensado, capacitando-se à síntese das suas perguntas acerca do mundo, daquilo o que se apresentava na sua vida, deu certeza à sua presença no tempo e no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Descartes achou que podia se apossar de seu tempo, acho, então, que posso reter o cerne desse tempo, pelo menos o que corresponde à minha vida. Não que eu seja condizente com o viver somente do passado, mas sim com a sua recaptura. A tal historinha de antes foi polarizada, e um desses pólos encontra-se em mim. Para minhas realizações futuras. Eu sou o outro lado, estou, enfim, na conclusão dessa história! Amo a quem se foi e a quem está neste meio. Meu caro amante, também sou eu uma amante do antigo, e, completando, diria ser eu a amada amante do amado tempo, entornado de anacronismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para meu conforto, consigo encontrar mentes brilhantes que projetaram uma ligação com o passado de forma a resumir, talvez, o que não passava de amargura e solidão da alma. &lt;em&gt;Morangos Silvestres &lt;/em&gt;é um clássico, no qual Bergman soube retratar a viagem de uma alma sedenta do passado e que constantemente se reencontra por meio de flashs de sua juventude. Por alguns instantes, ele (o professor e médico Isak Borg, interpretado por Victor Sjöström) revê sua amada na pessoa de uma jovem, que agora lhe é contemporânea. Sua amada falecera, mas aquele fato não foi suficiente para proibi-lo de reviver sua vida, tentando consertá-la talvez, ou, de maneira fértil, imaginar que outra pessoa poderia ela (sua amada) estar representando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindamente, eu assim me sinto. Mas... Se eu parar para pensar que é impossível reacender o que já se apagou no passado, ou que as idéias sobre a mutabilidade do tempo, da vida, de que não se pode reviver, remontar uma história perdida, eu cá não estaria a digitar estas palavras. Eu lamento ter que viver por aqui, neste espaço, nesta era da rapidez, da falta de plenitude no amor, da superficialidade com que os homens (alguns de vós, leitores) lêem e interpretam os pequenos espetáculos da vida... As plantas, os fenômenos, os gestos de “bom dia”, “boa tarde”, “como vai?”, o perfume da natureza, o cheiro do humano... Por que não ser eterno? O que há de verdade para este tempo, senão a nossa humilde opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu às vezes temo o tempo, temo que ele possa querer se levantar contra o meu ser, mas não importa o que pensem, o que ensejem de diferente do que defendo. Que tentem, porém nada irá mudar... Apesar desta era da digitação, de não à escrita, de não à pura leitura das páginas tradicionais, de não aos tratos humanos, como dizia meu velho Chaplin, unamo-nos para que isso não seja uma barreira aos clássicos encantos. Pelo menos eu irei me unir a mim mesma e aos meus desejos atemporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos reviver o nosso romance, por ora interrompido pela idéia da morte! Insisto! Que possamos revivê-lo! Tal como Santo Agostinho, eu sei perfeitamente como vivo isso, entendo meus anacronismos, entendo esse ou aquele tempo, mas é complicado descrevê-lo... Tão complicado para quem vive quanto para quem revive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me com os versos de Glória Azevedo, que soube entender que para cuidar do amor não há tempo nem fronteiras: “Há que se cuidar do amor/ Como quem carrega o sonho e o tempo/ Há que se cuidar do amor/ Como se exílio pro sonho/ Como se eterno pro tempo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-8998964365326939435?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/8998964365326939435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/8998964365326939435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/12/eterno-pro-tempo.html' title='&quot;Eterno pro tempo&quot;'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-7402697111672337403</id><published>2009-11-05T00:24:00.000-03:00</published><updated>2009-11-05T00:37:18.105-03:00</updated><title type='text'>O Signo Potekim</title><content type='html'>“Eu não sou realista, sou materialista, acredito que a matéria provoca em nós sensações” Sergei Eisestein&lt;br /&gt;Fruto da montagem intelectual de Einsestein, O Encouraçado Potekim, 1925, está entre os melhores filmes da história cinematográfica. Nele, uma estreita ligação dos tempos narrativos – da realidade e da narrativa – promove dinamicidade, ao mesmo tempo em que interliga os fatos de cada tomada da cena com o perfeito jogo de montagem das câmeras. É um “divisor de águas” para o cinema.&lt;br /&gt;É profundamente “mecanizado” em metáforas, no que se refere à forma da sucessão dos acontecimentos no filme – um exemplo disso é toda a cena da escadaria de Odessa, em que o constante enfoque dos rostos dos atores deixa clara a indignação e sofrimento, não só por meio da expressão como também pelos close-ups, como se as personagens chamassem ou quisessem a proteção do espectador.&lt;br /&gt;É um cinema ideológico, repleto de sinais organizados, que o tornam causador de choques emocionais. O modelo de representação de Eisenstein tende a se desgarrar de paradigmas do discurso objetivo, fadado à descrição, prezando pela justaposição de imagens, de forma não natural e simultânea (com relação ao tempo cinematográfico), para que o espectador entenda a mensagem através de diversos signos e por ângulos sugestivos, sendo essa mensagem constituída por montagens não lineares (descontínuas).  O cinema passa a ter ainda mais a égide de esfera de significação e sentidos.&lt;br /&gt;Tal método utilizado por Einsestein, já em 1925, intensificou-se nos anos seguintes, pois o cinema jamais fora o mesmo desde essas visões revolucionárias. Um diferenciador do antigo processo linear dentro dos filmes e do processo mais realístico, sendo este oriundo das metáforas um tanto mais trabalhadas por meio das câmeras e não da literatura em si ou da seqüência do roteiro. O que importa é o jogo das percepções do espectador, das possíveis tomadas, que podem ser inseridas para ajudar a narrar o fato - no lugar da linguagem escrita - não importando se vai estar ou não dentro de um compreensível tempo narrativo.&lt;br /&gt;Não que os filmes anteriores a O Encouraçado Potekim não demonstrassem essa visão repleta de signos ou metáforas, mas a partir daquele momento o trabalho fora ainda mais moldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link:  &lt;a href="http://cinemacultura.blogspot.com/2008/05/encouraado-potemkin-1925-direo-serguei.html"&gt;http://cinemacultura.blogspot.com/2008/05/encouraado-potemkin-1925-direo-serguei.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-7402697111672337403?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/7402697111672337403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/7402697111672337403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/11/o-signo-potekim_04.html' title='O Signo Potekim'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-3093874576488735939</id><published>2009-10-24T13:30:00.000-03:00</published><updated>2009-10-24T13:32:31.050-03:00</updated><title type='text'>O binômio Essência e Aparência</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Mente humana: suspenso labirinto da alma; alma esta que não sabe, não vê, não sente a sua própria identidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem de fato se preocupado com a análise da sua verdadeira constituição, enquanto ser pensante, tanto que elaborou, ferreamente, muitas investidas em conceitos epistemológicos acerca do que um dia pudera sintetizar o seu pensamento, o que lhe fora contribuinte na origem de suas idéias, ou mesmo no que consiste a sua essência. O que corrobora tamanha “odisséia” introspectiva do homem são as provas que foram deixadas por pensadores, artistas, os quais possuíam a idéia da virtualidade de uma forma tão hodierna. Em tempos contemporâneos, esse aspecto virtual tem se concretizado e fincado na mente do homem, por isso a sua edificação constante (tal como é vista e tachada de ruído comunicacional) norteia perfeitamente as mútuas relações.&lt;br /&gt;            Assim dizia o estudioso McLuhan, “o homem vive em uma Aldeia global”. De fato, em sentidos dessa globalização, ouvidos, vozes, pensamentos, cores, tudo, permeia por uma encruzilhada internacionalmente coletiva. Diz-se que a razão do mundo é instrumental devido ao seu não comprometimento com o que é essencial ao homem. Este é cercado por idéias, culturas, que suspiram e almejam esclarecimento real; não se desvinculam, porém, do falso, unânime e onipresente. Aí está uma perfeita “aldeia” para esse falso entendimento da completude do Outro: a comunicação globalmente simplificada e alastrada.&lt;br /&gt;            Certa feita, um grande escritor se comprometeu e construiu para o esboço público a personagem, literalmente psicológica, de uma das suas maiores obras, a Capitu de Dom Casmurro. Machado de Assis demonstrou, mesmo de forma superficial, a personalidade ateada por dissimulações, principalmente em suas falas. Os “olhos de ressaca” de Capitu se prontificaram para futuras análises e descobertas acerca daquele comportamento. Na verdade, não se sabe ao certo qual seria sua essência, ou se realmente o que ela aparentava fazia parte da sua originalidade.&lt;br /&gt;            O ruído na comunicação seria justificado pela falta de revelações por si própria. A Capitu (ou o Machado) fez exaurir todo tipo de compreensão acerca de seu comportamento duvidoso, ocasionalmente cifrado, de poucas e inatingíveis palavras. A partir dessa idéia é que se pode pensar (cem anos depois da Capitu machadiana) no modelo cibernético da internet: conversas curtas, codificadas e que muitas vezes não se esclarecem em si mesmas, tal como Capitu. Não se é capaz de sentir o Outro, de compartilhar suas “magias”, mas apenas de lhes atribuir o fragmentado, aparentemente essencial.&lt;br /&gt;            Essa questão do Outro, da ausência de ser e de compreender o Outro, não é só “ofuscamente” tratada por estudiosos atuais. O grande Immanuel Kant outrora fizera vigorar o pensamento universal para a mútua compreensão através do chamado Imperativo Categórico. A mesma categoria, que o homem possuía nas suas “rasas” relações, deveria ser canalizada para o entendimento das mesmas relações, agora aprofundadas. O imperativo estaria nas regras, as quais cada um manteria com o Outro: “agir e pensar de modo que a essência de seus atos seja universal”. O que é aparente pode perfeitamente ser modificado, porém a essência jamais se esquiva da sua origem real. Quaisquer que sejam os acidentes, já segundo Aristóteles, a sua essência prevalece. Então, o Outro pode ser revelado!&lt;br /&gt;            Em certa ocasião, quando da vinda da corte Portuguesa em 1808, esta trazia em si o aspecto da fina e tradicional “beleza” européia por suas damas, com seus turbantes e ornados vestidos. Pois bem! Tudo aquilo indicaria que os turbantes simbolizavam uma infestação grande de piolhos e a falta de cabelo, além dos vestidos cobrirem o vazio que havia na essência daquelas mulheres.&lt;br /&gt;            Unir, pois, tal capacidade de se mostrar “descaradamente”, de fazer emergir das entranhas o seu fabuloso nicho compreensível, o mais intimista de um homem, talvez não seja ainda uma atitude convicta de verdade. O ser, na mais profunda solidão, distante das várias conjeturas acerca do seu mundo, revela-se mais completamente e sem exageros. O que dirá José de Alencar em sua obra Senhora, quando a personagem Fernando Seixas, em seu isolamento do mundo socialmente hipócrita, no qual costumava viver, nada mais se revela como um homem simples e sem muitas posses, longe dos falsos escrúpulos a que se fazia entender, com uma aparência fidalga. É exatamente uma abertura à discussão do paradigma da ação humana de viver pela aparência, completamente empobrecida pela falsidade, que pode ser rebuscada a idéia do por que da maioria do ser humano agir de tal forma.&lt;br /&gt;            O jogo da Essência e da Aparência será eternamente a grande porta de estudos, em que serão encontradas mentes brilhantemente perseguidas por tal vício, o vício do obscurantismo da alma, da cópia, da infinita insatisfação do ser singular e não aparentemente original; afinal, as aparências enganam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-3093874576488735939?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/3093874576488735939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/3093874576488735939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/10/o-binomio-essencia-e-aparencia.html' title='O binômio Essência e Aparência'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-4897659483685006851</id><published>2009-10-16T19:53:00.000-03:00</published><updated>2009-10-24T19:15:41.097-03:00</updated><title type='text'>“Loucura do filósofo: delírio dos deuses!”</title><content type='html'>Como um dos primeiros pensadores ocidentais a se preocupar com questões estéticas e a retratá-las na forma de temas universais, como o amor, Platão sentiu a necessidade de fazer desse sentimento o verdadeiro “caminho místico” ao belo, de forma a fazer-se entender sua representação absoluta, verdadeiramente a sua essência. O bem, o Saber e a Verdade são algumas das muitas virtudes encontradas no lugar (mundo) das idéias eternas, onde o filósofo coloca toda síntese do seu pensamento e toda idéia de bem estar supremo, o qual contribui para harmonia e equilíbrio constante de seus elementos ideais. É por meio de diálogos, dentre os quais Banquete e Fedro, que se inicia a temática de EROS na relação humana e sua retratação como instrumento de ligação com a arte, mais especificamente a retórica em comunhão com a verdade: o amor liga-se ao bem, que por sua vez embute-se na sabedoria e, portanto, na verdade. É nessa busca pelo correto que se encontram os valores estéticos platônicos.&lt;br /&gt;Fedro é um diálogo em que Platão, através de seu mestre Sócrates, explica a forma correta de se viver artisticamente, agindo consoante o amor (EROS) puro – longe de ser apenas imaginado como uma paixão carnal ou pederástica, mas um sentimento que torna o amante capaz de grandes feitos por seu amado, devido ao delírio e à loucura que os deuses inspiram nele. Explica também que a retórica transforma-se em arte a partir do momento em que, pela dialética, é possível conhecer as qualidades da alma e suas múltiplas sensibilidades à persuasão da eloquente oratória, bem como a sabedoria daquele que dribla a verdade com algo verossímil, chegando perto do que é provável. Centralizando temas de amor e de retórica, essa obra esclarece a filosofia platônica e, paulatinamente, demonstra a possível relação do filósofo com o belo, a sua visão do esteticamente válido e agradável, como a idéia do delírio.&lt;br /&gt;O amante da verdade aos poucos acaba por enxergar a essência da beleza naquilo que ele considera belo. Geralmente, ele inicia sua contemplação de uma forma primitiva – por estar situado no mundo sensível (um mundo que leva ao erro) - depois, através da recordação, evolui as idéias.&lt;br /&gt;Entende-se que cada ser do mundo sensível corresponde a padrões ou a arquétipos do que é a absoluta existência no mundo das idéias (mundo da verdade): a alma transmigra e recorda o que o espírito já contemplou antes de sua encarnação terrestre – verdade, beleza, bem. Para Platão, ao encontrar um ser humano em estado de supremo êxtase, causado pela contemplação do esteticamente belo, trata-se do processo do recordar, tendo em vista que a natureza da alma, por ser imortal (eterna), tudo conhece e tudo já viu, bastando a ela que o seu aspecto racional sobrepuja ao sensualmente material.&lt;br /&gt;A noção de estética está na enfática idéia de dois mundos. O mundo das idéias puras concentra toda grandiosidade da beleza em seu aspecto absoluto. Já, qualquer ser do mundo sensível se estabelece por sua beleza material, que, na medida em que há uma ligação desses seres com o mundo ideal, torna-se fortificada e, conforme as recordações do momento da evolução da alma, seu conceito de matéria passa a um caráter espiritual. O belo será ampliado, suas concepções estarão dotadas de verdade e quando contempladas compartilharão de um profundo deleite - o delírio dos deuses.&lt;br /&gt;Elemento fundamental para a alma, o amor é o sentimento supremo, o qual inspira o ser para as mais belas atitudes de profunda relação com o belo e de grande admiração. Deixando-se conduzir pelo amor, o delírio, que é causado no amante, contribui para a síntese de uma sã consciência, repleta de sabedoria, sendo ela capaz de alertar o mundo acerca dos males e da desordem que porventura possam ocorrer. Aí está o sentido estético desse amor: Platão afirma que "EROS é uma força que instiga a alma para atingir o bem" (CHALITA. 2004:56), este tem na beleza a sua representação naturalmente simplificada e visível; por existirem diversas formas de beleza, a sabedoria seria a maior de todas, sendo concretizada pela verdade a que o filósofo detém. O papel desse sábio é ligado à exclusiva contemplação da beleza, pois só assim ele chega à ordem do que governa. Platão diz que “é indispensável aos homens atribuírem-se leis e viverem conforme essas leis” (Ibid) , isto é, a idéia de ordem e tudo o que for relacionado à simetria, ao equilíbrio e à perfeição – seja do estado da alma, seja do próprio aspecto material das coisas –encontra-se reservada na sua idealização, em seu mundo “supra-sensível”.&lt;br /&gt;O mundo das idéias – representado pelo Céu platônico em Fedro – contém a verídica e única idéia da realidade, a qual se encarrega de harmonizar todo o conjuto daquilo que ela é nutrida (Ciência, Beleza, Sabedoria e Pensamento), de maneira a equilibrá-la. É um plano em que todos os elementos estão sob o domínio de tudo o que for de aceitação da Estética. É um mundo no qual reside o esteticamente perfeito, onde se concretiza a existência do essencialmente superior; um mundo condizente com tudo o que Platão pensava do belo, do deleite contemplativo:&lt;br /&gt;“Para Platão, dentro da sua grandiosa visão idealista do mundo e do homem, a beleza de um ser material qualquer depende da maior ou menor comunicação que tal ser possua com a Beleza Absoluta, que subsiste, pura, imutável e eterna, no mundo supra-sensível das idéias” (SUASSUNA. 1996: 41).&lt;br /&gt;Uma prova de que o filósofo se preocupa com a beleza artística está em seus argumentos acerca da retórica. Em Fedro, Platão afirma que o amor, por ser o grande motor da alma humana, pode indiscutivelmente impulsionar o saber. Portanto, a retórica só se torna uma obra de arte esteticamente notável, se não se privar do conhecimento dialético, o qual esclarece o homem sobre a verdade dos fatos e ajuda na distinção do que é mais ou menos persuasivo. Movido por tais condições um retórico passa a exercer a arte, o belo.&lt;br /&gt;“[...] não é possível fazer discursos artísticos naturais, quer se trate de ensinar ou de persuadir, posto que se não conheça a verdade sobre os objetos a respeito dos quais se fala ou se escreve, se não se estiver em condições de defini-los e de dividi-los em espécies e gêneros, se não se houver estudado a natureza da alma e determinado quais gêneros de discursos se adaptam às suas espécies; se não se tiver redigido e ordenado o discurso de tal modo que ofereça à alma complexa um discurso complexo e à alma simples um discurso simples” (PLATÃO. 2007 : 123).&lt;br /&gt;Esse ideal de Retórica resume o objetivo final que Platão diz ser o necessário a todo filósofo: o reconhecimento da verdade em sua totalidade, em face de um esforço metódico, oriundo de um imenso desejo de chegar à verdade, racionalmente, sobrepondo-se ao doxa (opinião). Conjuga-se ao sábio a razão e a intuição, de modo que o verdadeiro é um aspecto universal e não se reduz a pequenas definições, as quais dizem respeito à sensibilidade humana.&lt;br /&gt;Ao tratar da eloqüência com que os retóricos devem manifestar a sua astúcia, é visível a condição que se quer passar da “loucura”. Loucura no filósofo nada mais é que o delírio dos deuses (mania), aquele inspirado por EROS, mais precisamente. Repleto de entusiasmo, o sábio, ao ver o objeto, incita o aparecimento de “asas” (uma espécie de transes) para a busca do belo em si, do prazer. Assim é que deve ser encontrada a eloqüência para os discursos.&lt;br /&gt;Ontologicamente, o que Fedro reflete através de discursos socráticos é uma suposta abstinência do puro prazer carnal, por vezes difícil ao ser humano, mas que é totalmente alcançada pelo superior, o filósofo. Só esse ser pode fazer de seu objeto um sujeito amante e delirante.&lt;br /&gt;Dessa forma, o amor é algo comum dos dois mundos, é o melhor de dois mundos. Sua magnitude, porém, associa-se à beleza estética idealizada e não é sentida de maneira suprema, a não ser pela boa loucura. Portanto, percebe-se que a bela essência sempre será almejada pelo amor do mundo sensível: a humanidade, segundo Platão, sempre tenderá à busca da perfeição estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLATÃO. Fedro. São Paulo: Martin Claret, 2007;&lt;br /&gt;CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 2. – Ed. - São Paulo: Atual, 2004;&lt;br /&gt;SUASSUNA, Ariano. Iniciação à Estética. Recife: Editora da UFPE, 1996.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-4897659483685006851?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/4897659483685006851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/4897659483685006851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/10/loucura-do-filosofo-delirio-dos-deuses.html' title='“Loucura do filósofo: delírio dos deuses!”'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-2888208922863413244</id><published>2009-09-10T08:53:00.000-03:00</published><updated>2009-09-10T09:08:28.615-03:00</updated><title type='text'>O signo visual na humanidade</title><content type='html'>&lt;span &gt;Desde o momento em que o ser humano tornou-se capaz de não apenas captar, mas também de sentir os signos à sua volta, ele percebeu que a natureza podia ser uma grande matriz na qual haveria uma transformação de todas as suas percepções; os seus sentidos estariam muito além do que ele enxergava, pois agora eles evoluiriam numa espécie de metamorfose visual para uma perfeita representação do que seria essencial.&lt;br /&gt;Mesmo que toda a análise dos elementos naturais fosse extremamente sugestiva para uma posterior representação, na pré-história ainda as pinturas eram pouco trabalhadas, talvez pelo fato de que também eram utilizadas como uma forma de comunicação entre os homens, mas não como um original instrumento de imitação da realidade ou de adoração aos deuses.&lt;br /&gt;As primeiras mostras ou figuras sintetizadas datam da pré-história, como se sabe, as pinturas Rupestres encontradas nas cavernas, tais como as de Altamira, que caracterizam o período da explosão criativa. Por cem mil anos o homem não produziu imagem alguma, ainda não se fazia entender no processo de evolução, sequer no seu papel de transformação da natureza, mas foi com o tempo que lhe veio a possibilidade de trabalhar o senso criativo a partir da retratação de animais, numa simulação de caça, por exemplo. Essa simulação passou a ganhar sentido espiritual e desde então as figuras eram criadas como parte complementar de uma crença ou culto religioso.&lt;br /&gt;Os acontecimentos e fenômenos possuíam dessa forma um significado, uma vez que se uma determinada cena fosse desenhada, esta já era garantia de ocorrência. Tamanho mistério da criação humana na arte sempre fora muito valorizado e buscado como que uma inquietação, um transe a penetrar no inconsciente e deixar de herança a complexidade da mente dentro do campo das figuras.&lt;br /&gt;Os ancestrais sabiam retratar pontos e linhas – primeiras manifestações a serem desenhadas - em virtude de se poderem imaginar as figuras que fossem construídas por tal método. Muitas vezes eles rabiscavam somente traços sem definição alguma ou montavam um grande esquema em formas pontilhadas, semelhante a algo que viesse a ser decalcado. Esse grupamento outrora fora a mais utilizada das estratégias do homem. Quem possuía tal capacidade era dotado de criatividade para fazer a arte dessa maneira.&lt;br /&gt;Mas, o que realmente estava por trás de toda a criação de imagens?&lt;br /&gt;Uma importante referência que se tem é o Cérebro. A influência do mesmo resulta do armazenamento de todas as “visões” que se teve até o momento e que ficam no subconsciente. É a memória visual, cuja funcionalidade está em permitir que seja estabelecida uma conexão de tudo que possivelmente é visto com os desejos mais transbordantes, pois “a arte continua o trabalho do Cérebro”.&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=844779345191495415#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Sabe-se que as características das representações primitivas, a partir de cultos religiosos, eram a experiência espiritual do transe, a qual levava o indivíduo a encontros alucinantes (como sabemos, sem a existência da fotografia, ou de qualquer meio que retratasse um tipo mais próximo do real, era possível chegar a essa experiência); era uma questão de projeção do Cérebro visual. Isto é, como já foi dito, o ser humano armazena os signos pelos quais estão envoltos, então é possível visualizar, mesmo que de olhos fechados, certas imagens bidimensionais e reproduzi-las.&lt;br /&gt;Levam-se em consideração os padrões mentais, a perda sensorial, o valor emocional e a intensidade do número de alucinações. Feita uma experiência, colocando-se um homem em um local escuro, observou-se que ele constatava padrões em sua mente, como redes de linhas, algo parecido com bolhas de cores bem vibrantes, havia constante abstração e o valor do repertório cultural também era significativo, isso dentro das produções cerebrais.&lt;br /&gt;Dessa forma, a resposta acerca de como os ancestrais faziam suas pinturas, mesmo na escuridão, está nessa complexidade do inconsciente, tendo em vista que o Cérebro humano não muda desde a primeira evolução - a explosão criativa – portanto, o modo de reprodução artístico parte praticamente do mesmo processo, do Cérebro visual.&lt;br /&gt;Diante disso, fica claro que as imagens têm o seu sentido, elas não foram e nem são criadas ao acaso. As imagens não significam uma espécie de acessório apenas, elas fazem parte da mente de forma constante, pois são produtos dela. Desde a “descoberta” da capacidade de fazer imagem, o homem nunca descansou, passando a utilizá-la sempre, em resposta à necessidade de sua produção.&lt;br /&gt;Se não fossem os ancestrais com seu extraordinário sentimento do mundo, suas linhas, cores e pontos, ou mesmo um simples espelho do cotidiano, hoje, toda essa “arte” necessária jamais teria o seu espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=844779345191495415#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span &gt; Vídeo - &lt;em&gt;O dia em as Figuras nasceram.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Referência:&lt;br /&gt;Vídeo TV Escola - Ensino Médio: Arte / Psicologia / Matemática - Acervo &lt;em&gt;O Dia em que as Figuras nasceram. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-2888208922863413244?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2888208922863413244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/2888208922863413244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/09/o-signo-visual-na-humanidade.html' title='O signo visual na humanidade'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-6591217939523348261</id><published>2009-08-22T13:06:00.001-03:00</published><updated>2009-08-22T13:31:58.483-03:00</updated><title type='text'>Eis o Laço</title><content type='html'>À Quartier de la Madeleine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi, enxerguei o Laço. Um vínculo que os tornou conscientes de seus sentimentos e plenamente ciosos da realidade dos frutos daquele afeto. Não há espaço para lógicos argumentos ou fatos. Simplesmente… um Laço. Imagem de um Elo. Ele indicia desejos, aquele ensejo de sentir, aquele ato pela potência apaixonada, pela eterna ligação, pelo ser sentido.&lt;br /&gt;De Madeleine, duas criaturas perdidas em realidades inconfundíveis, foi o que vi: a princípio, um viajante sem norte, sem rumo, entregue à escura e mórbida rua parisiense. A perfeita morada do obscurantismo. De almas tomadas pelo medo. Mais adiante, uma alucinação? Ilusão? Talvez a representação de reminiscências que o viajante contemplava, de seu inconsciente desejo pelo novo, algo bem diferente de todo e qualquer signo que já o tenha dinamicamente interpretado. O seu duplo. Súcubu. A imagem da feminilidade vampiresca. Sim, eu vi!&lt;br /&gt;Eram imagens! Mas onde está o real? Até onde vai a minha realidade e a daquelas criaturas? Algo confunde-se na minha mente, posto que já não me está ciente os meus controles perceptíveis. Tornaram uma amálgama do puramente simbólico com o puramente concreto. E agora o medo, que outrora era apenas com o viajante, invade- me. Prelúdio a uma letárgica dor e perda de afeto. O medo inerte aos meus sentidos!&lt;br /&gt;Havia uma grande “alavanca”, ou uma escada. Subia-se por si mesmo, degrau por degrau, conforme a vontade de ascensão ou de eterna dúvida e propensão ao baixo medo do desconhecido. Ah... Figuras estranhas! Sim, havia figuras estranhas, indicadoras de morte (rústicos esqueletos de peixes “fora d’água”, tal como o viajante naquele momento). E na eterna escuridão... o Laço. No centro de uma jornada labiríntica, o jovem, como que desde o início observado, mantinha-se apreensivo. Tudo o que ali houvera sentido ser-lhe-ia consciente e verdadeiramente afetuoso. Esconderijos. Luzes opacas, diluídas ao negro e horripilante frescor de brisa noturna. A criatura vampiresca lá estava em missão. E... um rápido encontro de olhares... O prelúdio à paixão.&lt;br /&gt;À tona, grande emoção. Respiração ofegante. O medo! O que o jovem viajante perceberia: nada além da imagem tão real, já não mais do inconsciente, mas cientemente exterior ao seu olhar. Havia ali os objetos que exteriorizavam uma realidade imagética. Elo e Súcubu. Porém, o que eu senti não passou de sensações, tão somente sensações, perdidas e que a mim não se manifestaram. Sei que vi, mas... mas, a despeito de não me estar em igual situação a do viajante, pude compreender visivelmente aquelas imagens, aqueles ícones, aqueles símbolos de uma maneira menos concreta e até menos absurda que a de outrem.&lt;br /&gt;Qual absurdo! Qual concretude! Uma perfeita constância com o ambiente: seria tão só isso o que o viajante perceberia. Era a sintonia não só dos olhares, mas também do cheiro, talvez odor de um sujeito alheio àquele ambiente, por isso a suposta “rejeição”. A quebra da missão e do instinto da criatura Súcubu. A criatura vampiresca que não ousou sugá-lo! A minha sensação esmoreceria ali? A percepção do jovem viajante estava por definhar?&lt;br /&gt;Lá ainda permanecia o Laço. O querer sentir pelo ser sentido falou mais alto! Mais uma vez a escada. Agora serviu de queda perante o desespero. Ah! Mas nada estava perdido! O que os ligaria ainda lá permanecia, desde o início, em pleno contraste de cores: o medo, a dúvida e a união, a paixão, a vermelhidão da euforia. Atraída, então, pela vivacidade do Laço, Súcubu voltou-se ao viajante... da queda à ascensão, mais uma vez. Esse era o destino daquele jovem. Da morte ao renascer dos sentidos, e destes, à percepção. Potência em ato. Agora, criaturas confundíveis. Alta consumação do afeto.&lt;br /&gt;Quanto a mim, pura alucinação. Isto é o que dele me difere: de minha mente, sentidos apenas. Do viajante, de Madeleine, realidade mental e afetiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-6591217939523348261?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6591217939523348261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/6591217939523348261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/08/eis-o-laco_22.html' title='Eis o Laço'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-844779345191495415.post-7990377415351620515</id><published>2009-08-22T12:39:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T12:58:56.428-03:00</updated><title type='text'>Só para começar...</title><content type='html'>A princípio, não queria um blog, pois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desejava&lt;/span&gt; publicar livros. Bem, pretensão demais ou não, o fato é que acabei descobrindo que talvez seja interessante espalhar o que penso, as minhas dúvidas e declarações por aqui também. Então, aqui está o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio na próxima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;postagem&lt;/span&gt; algo que senti, que vi, em uma simples cena de &lt;em&gt;Paris, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;je&lt;/span&gt; t'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;aime&lt;/span&gt;:&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/844779345191495415-7990377415351620515?l=lacharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/7990377415351620515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/844779345191495415/posts/default/7990377415351620515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lacharlot.blogspot.com/2009/08/so-para-comecar.html' title='Só para começar...'/><author><name>Dayana Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15533281285114486329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_YUTQHRNilr4/TThwKrbQdJI/AAAAAAAAAfo/oM5cJ37tfdk/S220/22.jpg'/></author></entry></feed>
